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Saúde alertou estados sobre erros na vacinação contra a dengue antes de suspender imunizante do Butantan

O Ministério da Saúde havia emitido, em março deste ano, um alerta às superintendências estaduais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre possíveis “erros de imunização” relacionados às vacinas contra a dengue produzidas pelos laboratórios Takeda e Butantan. O objetivo era reforçar medidas preventivas para evitar falhas que pudessem comprometer a eficácia dos imunizantes ou provocar ocorrências médicas indesejadas.

A informação ganhou ainda mais relevância após a pasta anunciar, nesta segunda-feira (8), a suspensão temporária da vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. A decisão ocorreu após o registro de duas mortes suspeitas que estão sendo investigadas pelas autoridades de saúde.

Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 500 mil pessoas receberam a vacina desde fevereiro deste ano. Nesse período, foram notificados 42 casos de reações adversas severas. Desses, três foram classificados como graves, incluindo os dois óbitos atualmente sob investigação.

O ofício encaminhado aos estados continha uma nota técnica elaborada em fevereiro, orientando que o documento fosse compartilhado com os municípios e utilizado em eventuais ações investigativas e fiscalizatórias. O texto detalhava possíveis erros durante o processo de imunização e apresentava protocolos para minimizar riscos aos pacientes, enquadrados como Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação ou Imunização (Esavi).

Entre os casos investigados está o de uma mulher de 39 anos, que apresentou febre, dores musculares e náuseas seis dias após receber a vacina. O quadro evoluiu para sintomas compatíveis com dengue grave, exigindo internação em UTI, mas ela recebeu alta após o tratamento.

Outro caso envolve uma mulher de 48 anos que, 19 dias após a vacinação, desenvolveu sintomas de dengue grave associados à meningoencefalite. Ela morreu após agravamento do quadro clínico. Já um homem de 58 anos apresentou febre e sintomas graves cinco dias após a aplicação do imunizante e também morreu.

O Ministério da Saúde reforçou que, até o momento, não há comprovação de relação causal entre a vacina e os óbitos registrados. As investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias dos casos e definir os próximos passos da campanha de imunização contra a dengue no país.

O Diário Tribuna Verde acompanha os desdobramentos do caso e trará novas informações assim que forem divulgadas pelas autoridades competentes.

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